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1/9/2010
Fonte: Brasil Econômico
No momento, no entanto, apesar da previsão de que o consumo de automóveis continuará a crescer, as montadoras enfrentam dois problemas singulares.
O primeiro diz respeito à própria massa de suas produção: os componentes dos veículos, ou autopeças.
Tanto o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) quanto a Associação Brasileira da Indústria de Autopeças (Abipeças) afirmam que há gargalos na produção que podem comprometer os planos das montadoras.
A expansão do mercado, temem as associações, será cada vez mais suprida com importações.
Mas os fabricantes, de acordo com o Sindipeças, se preparam e devem investir R$ 3,6 bilhões em 2010 a fim de atender à demanda.
O segundo obstáculo diz respeito às consequências de algo que a própria indústria automotiva estimulou: o pouco investimento - ou falta mesmo - de outros meios de transporte de carga que não o rodoviário.
Agora, enfrenta problemas para distribuir sua produção pelo país. Isso acaba elevando o custo final dos veículos brasileiros, 25% mais caros do que os americanos, por exemplo.
Não é difícil, com esses números no papel, chegar à conclusão de Osias Galantine, diretor de compras do Grupo Fiat: fica mais barato importar carros da Ásia do que produzi-los aqui.
O problema é tão grande que montadoras estrangeiras interessadas no mercado brasileiro vêm procurando ajuda de grandes empresas de logística integrada aqui.
O estímulo à compra de automóveis no Brasil, contudo, não deve esmorecer nos próximos anos. Tanto Dilma Rousseff, líder nas intenções de voto para presidente, quanto José Serra manifestaram-se a favor da continuidade das propostas de desenvolvimento.
O governo atual reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializado (IPI) dos veículos e manteve por mais tempo o redutor de alíquotas de importação de autopeças.
Editorial