Vitórias e problemas das montadoras

Em praticamente 50 anos, a indústria automotiva no Brasil alcançou uma impressionante marca de produção: 60 milhões de veículos.

Fonte: Brasil Econômico

No momento, no entanto, apesar da previsão de que o consumo de automóveis continuará a crescer, as montadoras enfrentam dois problemas singulares.

 

O primeiro diz respeito à própria massa de suas produção: os componentes dos veículos, ou autopeças.

 

Tanto o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) quanto a Associação Brasileira da Indústria de Autopeças (Abipeças) afirmam que há gargalos na produção que podem comprometer os planos das montadoras.

 

A expansão do mercado, temem as associações, será cada vez mais suprida com importações.

 

Mas os fabricantes, de acordo com o Sindipeças, se preparam e devem investir R$ 3,6 bilhões em 2010 a fim de atender à demanda.

 

O segundo obstáculo diz respeito às consequências de algo que a própria indústria automotiva estimulou: o pouco investimento - ou falta mesmo - de outros meios de transporte de carga que não o rodoviário.

 

Agora, enfrenta problemas para distribuir sua produção pelo país. Isso acaba elevando o custo final dos veículos brasileiros, 25% mais caros do que os americanos, por exemplo.

 

Não é difícil, com esses números no papel, chegar à conclusão de Osias Galantine, diretor de compras do Grupo Fiat: fica mais barato importar carros da Ásia do que produzi-los aqui.

 

O problema é tão grande que montadoras estrangeiras interessadas no mercado brasileiro vêm procurando ajuda de grandes empresas de logística integrada aqui.

 

O estímulo à compra de automóveis no Brasil, contudo, não deve esmorecer nos próximos anos. Tanto Dilma Rousseff, líder nas intenções de voto para presidente, quanto José Serra manifestaram-se a favor da continuidade das propostas de desenvolvimento.

 

O governo atual reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializado (IPI) dos veículos e manteve por mais tempo o redutor de alíquotas de importação de autopeças.

 

 

Editorial