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8/2/2012
Fonte: France Presse
O grupo antecipa, assim, uma reunião prevista para o fim do mês para avançar na negociação de um amplo acordo comercial que as duas principais economias da América Latina marcaram em novembro de 2010.
O governo mexicano se disse surpreso com o pedido do Brasil de renegociar o acordo automotivo, afirmou o secretário de Economia mexicano, Bruno Ferrari.
"Dependemos disso, veremos o que acontecerá adiante para ver como será a relação comercial com este país", disse Ferrari em coletiva de imprensa.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio brasileiro, Fernando Pimentel, disse na semana passada que os presidentes Felipe Calderón, do México, e Dilma Rousseff concordaram, por telefone, em renegociar os termos do acordo que permite acesso aos automóveis mexicanos.
"Tudo o que aconteceu com a questão dos automóveis de fato foi surpreendente", admitiu Ferrari, que esclareceu que as autoridades das duas nações conversaram, mas não há nenhum compromisso formal, nem por escrito.
México e Brasil mantêm desde 2002 um acordo que permite a importação de automóveis e peças de veículos com redução de impostos.
O intercâmbio comercial entre as duas nações chega aproximadamente a US$ 8,5 bilhões, sendo 40% correspondente ao setor automotor.
Com uma produção de 2,5 milhões de unidades, o México é o segundo fabricante de automóveis da América Latina, depois do Brasil e o principal exportador de veículos da região.