Porto Seco
Seja bem vindo(a) !
Cadastre seus dados para receber informações do Porto Seco Centro Oeste.
8/9/2010
Fonte: Porto Gente
Ele explica que o País, apesar de não estar imune aos ciclos da economia mundial, sofre menos impacto da conjuntura negativa nos principais mercados internacionais por ter uma economia bem mais fechada à economia mundial do que a média, com uma interface externa inferior a 20% do PIB.
“O Brasil sofre menos o impacto da conjuntura negativa. Assim como nos beneficiamos com a elevação dos preços das principais commodities entre 2003 a 2008, também sofremos o impacto de sua queda no período subsequente, assim como a retração da oferta de crédito comercial que se manifestou logo após a séria crise do sistema bancário americano”.
Almeida não vê riscos ao Brasil por causa do crescimento dos países asiáticos com base na indústria e nos serviços de informática. “Demanda externa é sempre um estímulo de mercado. Mas é óbvio que os empresários brasileiros, em especial os exportadores, não podem se acomodar em mercados tradicionais e deixar de lado aqueles que estão crescendo de modo mais dinâmico, o que é o caso precisamente dos países emergentes, muitos deles asiáticos”.
O País, observa, não deve desprezar que a China importa, basicamente, matérias primas e que vem conquistando mercados de manufaturados, em outros continentes e na própria região. “Como em toda situação de riscos prováveis, seja na área comercial ou financeira, a receita é sempre a mesma: diversificar mercados e clientes, ampliar a pauta de exportações, sofisticar sua composição pela agregação de valor e reduzir os riscos de impactos negativos”.
Para ele, o centro do mundo ainda não se “deslocou” para a Ásia. “Afinal de contas o chamado Ocidente desenvolvido (América do Norte, Europa ocidental e o Japão) continua grande gerador de tecnologia, fornecedor de know-how e provedor importante de capitais de empréstimos e de investimentos; mas os emergentes asiáticos crescem em ritmos inéditos na economia mundial e não se deve perder as oportunidades abertas para a ampliação de nossas exportações. Como sempre, é preciso arregaçar as mangas, fazer as malas, e sair pelo mundo abrindo novos mercados”.